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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Durkheim: Principais conceitos


Émile Durkheim: A Sociedade e os indivíduos.

Durkheim (1858-1917) é considerado como um dos primeiros grandes teóricos da Sociologia, responsável por emancipa-la e constitui-la como ciência, ao definir seu objeto, método e suas aplicações.
  Para Durkheim os sistemas de símbolos culturais (valores, crenças, dogmas religiosos, ideologias etc.) são uma base importante para a integração da sociedade. Para ele quanto mais complexa for a sociedade mais intensos serão os mecanismos que a controlam, ou seja, a consciência coletiva, assim explicada pelo autor.
 


SOLIDARIEDADE MECÂNICA: Os integrantes das sociedades tradicionais, indígenas, apresentam um nível de complexidade menor, se comparada às sociedades industriais. Os integrantes destas sociedades apresentam pensamentos comuns (consciência coletiva) que regulam as ações do grupo. Vejamos um exemplo. Numa sociedade indígena, ao nascerem, meninos e meninas já possuem um papel social determinado: pois, nessas sociedades, a divisão de tarefas se dá por gênero e não por especializações, como é o caso das sociedades ocidentais. Desse modo, meninos, ao crescerem, sabem de antemão de suas obrigações com a caça, a pesca e a defesa do grupo.

SOLIDARIEDADE ORGÃNICA: Em sociedades complexas, como é o caso das sociedades ocidentais, industrializadas e com mão-de-obra especializada, Durkheim observou que os indivíduos apresentam características muito específicas. A estas individualidades o autor denominou CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL, ou seja, o conjunto de características exclusivamente pessoais apresentadas pelos indivíduos e que não são necessariamente compartilhadas pelo conjunto da sociedade.
  Para que as sociedades complexas garantam a coesão entre seus membros, Durkheim observou a necessidade de manutenção das ideias, de símbolos comuns (valores, crenças, dogmas religiosos, ideologias etc.), o que denominou de CONSCIÊNCIA COLETIVA. Nessas sociedades, os indivíduos convivem tanto com sua consciência individual, quanto com a consciência coletiva (que integra, unifica e limita a ação dos sujeitos).

FATO SOCIAL: É toda maneira de agir, pensar, sentir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter (...).

Fato Social Normal: Aquele que é geral em toda a sociedade e desempenha função importante para a adaptação ou evolução da sociedade. Ele não extrapola os limites dos acontecimentos gerais da sociedade e reflete os valores e as condutas aceitas pela maioria do grupo social.

Fato Social Patológico: Assemelha-se a ação das doenças no organismo. Se encontra fora dos limites morais e socialmente permitidos. Por exemplo, pode-se dizer que a escola e o processo educativo são fatos sociais normais. Mas um ato de violência, como um assassinato, praticado no espaço escolar é anormal.

ANOMIA: Ausência ou insuficiência de normatizações.

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